noiva desesperada

Me empolguei, e agora?

Tem noivinhas de 2016 por aí? Essa que vos fala irá casar em 2 meses (!!!). Entrei na reta final dos preparativos. Fui uma noiva organizada, fechei meus fornecedores com antecedência, e por isso, agora eu estou por conta dos infinitos detalhes e DIY que resolvi fazer.

Porém, essa reta final também significa pagamentos dos contratos (para o desespero de todos os noivos). E mesmo tendo sido organizada e ter sido fiel (médio) ao nosso orçamento me deparei com um contrato que não conseguiria honrar. Bom, até conseguiria honrar, mas teria que mexer na reserva que eu e meu noivo temos, e não queria isso.

Quando abri minha pasta de contratos e vi esse em particular passei uma noite em claro fazendo contas. Chorei e me culpei por ter fechado aquele contrato. Tentei acordar o noivo de madrugada. Sai no dia seguinte com a amiga pra desabafar sobre isso. Depois disso tudo parei, pensei e cheguei a conclusão que todo esse desespero e draminha a parte não iriam resolver meu problema. E aí eu orei e pedi a Deus uma ajuda, uma solução. Foi quando um pensamento apareceu: ‘vou ler o contrato item por item’. Quando terminei de ler o contrato vi que não existia nenhuma clausula que me impedisse de fazer alteração para diminuição de valores ou que teria alguma multa por alteração contratual. A única que tinha era de cancelamento de contrato.

No dia seguinte liguei para o fornecedor e agendei uma reunião. Na reunião expliquei que queria fazer uma redução e sem grandes problemas consegui o que precisava, assim voltei ao curso normal de gastos no meu planejamento.

Sempre conto uma história para chegar onde quero, né? Eu confesso que tenho dificuldades em resumir histórias. Mas voltando, aonde quero chegar com isso: a noiva em si se deslumbra muito fácil, ainda mais quando o profissional sabe vender seu produto. Esse contrato que falei era o de música da igreja. Quando fechei ~há 2 anos atrás~ eu tinha acabado de ficar noiva, estava bem empolgada ainda com idas a reuniões de fornecedores, e por isso, me deixei levar.

Se temos recém noivinhas lendo esse post quero deixar algumas dicas que, parando pra pensar depois, poderiam ter evitado esse desgaste e possam ajudar vocês!

DICA #1:

Eu fui sozinha a essa reunião. NÃO VÁ SOZINHA! Somos as pessoas mais envolvidas nesse caso, e queremos tudo sempre do mais bonito pra gente, então somos muito fáceis de ser compradas. Sempre leve seu noivo, pai, mãe, cerimonialista… Alguém que vá te ajudar a colocar o pé no chão.

DICA #2:

Caso tenha que ir sozinha, não assine o contrato na primeira reunião. Eu sai de lá com o contrato fechado, e só depois liguei para meu noivo e pais sobre a minha decisão. Como era algo que eu ia pagar não achei que precisava de outras opiniões. E ‘era o meu sonho’ então estava cientificamente justificado a contratação daquele serviço. Sempre leve a proposta pra casa, pense, converse com seu noivo e pais.

DICA #3:

Tenha um valor que queria gastar. Regra básica, todo  mundo sabe. Eu pratiquei essa regra com todos meus fornecedores, menos um. Fui pra reunião sem definir o quanto queria (e podia) gastar. Leve uma base, e a partir dela você mexe pra mais ou pra menos.

Essas três dicas podem te ajudar a manter a sanidade e noites de sono quando chegar a reta final do casamento. Agora, caso tenha alguma noivinha que, como eu, se empolgou e não sabe com agir, aqui vai um conselho: converse com seu noivo, pais e quem você confia e busca por conselhos para chegar a uma solução juntos, marque uma reunião com seu fornecedor e explique o que aconteceu. Ser sincera ajuda e muito. A nossa busca por perfeição em cada detalhe para o grande dia faz com que erramos um cadinho no percurso, mas nada que não possa ser contornado e resolvido!

Espero ter ajudado vocês, e agora quero saber: tem alguém por aí super empolgada que acabou exagerando um pouquinho igual a mim? Vou amar ler suas histórias, pensamentos e opiniões.

Beijos ansiosos,

Lari

Larissa-Netto Larissa Netto